Projecto de arquitectura Gonçalo Baptista e Luísa Bebiano
Colaboradores Colaboração: João Miranda, Mário Carvalhal, Nuno Maia, Mara Nogueira, Gil Abreu
Especialidades ECA, Projectos Lda.
Construtor Construções da Póvoa, Lda.
Data de projecto: 2018-2019
Data de obra 2021-2023
Mobiliário: Móveis Tralhão
Fotografias Ståle Eriksen
(a paisagem e um ponto de vista)
(...) Desde que se assegurou aristotelicamente a arte de imitar a natureza, a natureza começou a desavir-se dentro da arte; e então a arte obrigou-se à expulsão da natureza, para ter a casa na sua ordem e nela manter habitação, sono e insónia próprios, e o despertar e a vida seguida.
Herberto Hélder, Photomaton & Vox
Esta habitação está localizada na aldeia do Pereiro de Baixo, na vila de Vila Nova de Poiares. A aldeia estende-se ao longo de uma via principal que organiza um conjunto de habitações dispersas, com pouca coerência formal. A casa construída, substitui uma habitação pré-existente em ruína, implantada neste lote estreito, com uma pendente ligeira e uma extensão de terreno a poente, onde está plantada uma vinha.
Estendendo-se ao longo do terreno, três volumes intercalados sobre um embasamento, reproduzem a escala das edificações vizinhas e criam um conjunto de espaços exteriores: um alpendre, um terraço e um pátio, em diálogo com a paisagem natural. No interior, cada um dos três volumes, representa uma função. O volume ‘técnico’ corresponde à garagem e lavandaria, o volume ‘social’ ao hall de entrada, cozinha e a sala, e o volume ‘privado’ corresponde aos três quartos e instalações sanitárias. O embasamento, parcialmente visível devido à inclinação do terreno, contem uma zona de arrumos agrícolas, apenas com acesso exterior, pela cota inferior.
Genericamente a casa é constituída por uma estrutura de lajes aligeiradas e pilares de betão armado, as paredes exteriores são em alvenaria de tijolo com um sistema de isolamento térmico pelo exterior rebocado e pintado. As paredes que dividem as divisões são em alvenaria simples de tijolo, rebocadas e pintadas. A cobertura é revestida com lajetas de betão branco e a caixilharia de alumínio a cor natural e com vidro duplo de forma a garantir o necessário conforto térmico.
Com a escolha dos acabamentos exteriores pretendeu-se uma harmonia com as restantes edificações. No interior optou-se por pavimentos em madeira nos quartos, sala e cozinha, cerâmicos nas instalações sanitárias, e betonilha afagada à cor natural na garagem, lavandaria, alpendre e pátio.
A ventilação é feita através de forma natural e cruzada. As caixilharias são dotadas de sistemas de ventilação natural integrados, que evitam as condensações internas. As instalações sanitárias são ventiladas mecanicamente, ficando por isso a moradia em sobrepressão e permitindo desta forma a ventilação dos espaços que será realizada através das entradas de ar para o exterior.
A volumetria e implantação adotada favorece o aproveitamento da luz natural em todos os espaços. Esta solução tem como objetivo criar conforto e gerir de forma eficiente a energia passiva.
Gonçalo Batista e Luísa Bebiano
01. Garagem 02. Lavandaria 03. Entrada principal 04. Cozinha 05. Sala 06. Alpendre 07. Instalação sanitária 08. Corredor 09. Quartos single 10. Instalação sanitária privativa 11. Quarto suite 12. Terraço exterior 13. Pátio |
Dono de obra Paulo Santos / Onset House, Lda.
Projecto de arquitectura Luisa Bebiano
Colaboradores Ivo Lapa, Mário Carvalhal, Sabina Karamehmedovic, Rui Santos, Teresa Silvestre
Especialidades ECA, Projectos Lda.
Construtor Econ, Construções Lda.
Data de projecto: 2016
Data de obra 2017-2019
Mobiliário: A linha da Vizinha
Fotografias Do Mal o menos (Eduardo Nascimento)
O edifício da Rua Conde de Redondo foi desenhado em 1902 como prédio habitacional. Com cinco pisos e sótão, apresenta uma volumetria de cércea média, e tem uma segunda frente para a Rua Sociedade Farmacêutica.
Integrado num tecido urbano lisboeta que teve franca expansão até meados do século passado, insere-se numa área com o desenho urbano citadino com as típicas características arquitectónicas dos finais do século XIX.
Estilisticamente diferente, a fachada voltada para a Rua da Sociedade Farmacêutica, apresenta um lado de aberturas contidas e outro de varandas sobrepostas, integradas numa estrutura de ferro, suportadas por abobadilhas cerâmicas. O prédio sofreu alterações, nomeadamente nessas varandas que foram fechadas com envidraçados em estrutura de ferro e, num segundo momento, com recurso a uma caixilharia muito distante da original - prejudicando a leitura e a coerência estilística do edifício.
Deu-se ênfase à alteza do imóvel, onde a atmosfera interior permanece numa lógica de sucessão de espaço em espaço, com a eliminação da ideia de corredor, mas antes reforçando a ideia construtiva inicial e dotando-a de significativas melhorias na qualidade espacial do lugar.
Foram ainda mantidas as grandes paredes de pedra exteriores e as de tabique no interior, bem como a telha cerâmica na cobertura.
A introdução de uma linguagem contemporânea é determinada por um acrescento em chapa de zinco na cobertura, que opera uma transposição harmoniosa entre a recuperação de um imóvel com mais de 100 anos de história e o objectivo da sua (renovada) actual condição de habitação.
REABILITAÇÃO DAS INSTALAÇÕES DA CERÂMICA ANTIGA DE COIMBRA
Localização Terreiro da Erva, Coimbra, Portugal
Dono de obra Sociedade Cerâmica Antiga de Coimbra, Lda. Eduardo Bebiano Correia
Projecto de arquitectura Luisa Bebiano e Atelier do Corvo
Colaboradores Ivo Lapa, Diogo Rodrigues, Mário Carvalhal, Pedro Canotilho, Rui Santos, Teresa Silvestre
Especialidades ECA, Projectos Lda.
Projecto de restauro Fernando Marques
Arqueologia Dryas
Construtor Civifran, Construções Lda.
Data de projecto: 2001, 2008, 2012, 2014
Data de obra 2014-2018
Fotografias Inês D'Orey e Do Mal o menos (Eduardo Nascimento)
Dando resposta ao programa de espaço museológico em simultâneo com a continuidade do fabrico de faiança (cerâmica artesanal) garantimos melhorias nas condições de habitabilidade, mantendo os mesmos processos construtivos artesanais.
A não alteração da volumetria do edifício (tão perto da Rua da Sofia – integrante do Património Mundial da UNESCO) juntou-se opção de manter o máximo de elementos estruturais (removendo criteriosamente elementos sobrepostos), muitas vezes realocados, restaurando a maior parte do edificado e inserindo novos elementos quando necessário.
A tipologia dos fornos (séc. XVIII), corresponde às representações que integram os estudos de Char-les Lepierre. A câmara é de planta quadrada e a fornalha é de abóbada nervurada e perfurada, constituídos por elementos cerâmicos maciços e estruturalmente auto-portantes.
As soluções arquitectónicas encontradas sublinham a continuidade entre tempos, mas sem rupturas, havendo nesta atitude um consciente apagamento do gesto diferenciador, querendo marcar uma certeza na efemeridade do nosso tempo, tal como foi marcada (e assim valorizada) a efemeridade de quem construiu aquele lugar, tão agarrado de memórias e de vivências que agora nos parecem interporias.
Arquitectura: Luisa Bebiano, Pedro Canotilho e Mário Carvalhal
Colaboração: Ivo Lapa, Diogo Rodrigues
CASA CARMELITAS
Remodelação de apartamento em Coimbra
Arquitectura Luisa Bebiano
Colaboração Mário Carvalhal, Diogo Rodrigues, Ivo Lapa
Construção Civifran, Construções Lda.
Direcção de obra Artur Francisco / Luís Neto
Fotografias Hugo Santos Silva
Data 2014-2015
HERDADE PARA A ADEGA DE TORRE DE PALMA
Arquitectura Luisa Bebiano em co-autoria com João Mendes Ribeiro
Colaboração Teresa Silvestre, Mafalda Moreira, Maria Jerónima, Rui Santos, Carolina Ferreira, Catarina Leal
Especialidades ECA, Eugénio e Cunha & Associados
Empreitada ABA, Baptista de Almeida
Data 2011-2012 (Projecto), 2013-2014 (Obra)
Fotografias de obra Do Mal o Menos (Eduardo Nascimento e João Foja)
Nos casos de recuperação de estruturas pré-existentes, a configuração geral de cada edifício foi mantida, procedendo-se apenas a alterações ao nível da organização espacial interior, à construção de elementos pontuais ou à abertura de novos vãos. Sempre que necessário, procedeu-se ainda à substituição de coberturas, peças estruturais ou revestimentos. Os edifícios construídos de raiz têm duas naturezas distintas: edifícios novos que se implantam, segundo novas regras, fora do núcleo original e edifícios que substituem antigas construções - degradadas e sem interesse patrimonial ou arquitectónico - com uma nova lógica material comum a todos eles: estrutura em betão, paredes de alvenaria e cobertura em lajetas de betão.
Na generalidade, o terreno manteve a sua morfologia e características originais, com variações pontuais consoante a especificidade de cada área da Herdade. No interior do núcleo edificado, o terreiro foi regularizado - unificando o conjunto - com pavimento em saibro delimitado por um perímetro de calçada de mármore branco de Estremoz. No exterior do núcleo edificado principal, foram criadas cinco áreas distintas: uma zona de vinha ao longo da levada, uma zona de olival junto à piscina, uma horta biológica cultivada em canteiros, um pomar junto aos armazéns agrícolas e ainda uma zona de prado, a oeste, associada à cavalariça e ao picadeiro.
A adega da herdade, é constituída por dois edifícios: um de raíz, que delimita o espaço de entrada, (mimetizando o edifício do restaurante) e outro pré-existente, recuperado e transformado em local de produção vinícula.
Este dois edifícios estão ligados a um terceiro elemento através de um tanque de água que se transforma num muro e, por sua vez, na fachada principal da casa do Director do Hotel.
O Edifício de produção vinícula, é constituído por uma parede de alvenaria de pedra, rebocada e caiada no exterior, cobertura tradicional com estrutura em madeira e telha canudo.
O edifício de armazenamento de barricas foi desenhado em função da manutenção da temperatua e humidade necessárias. Inicialmemente concebido para um piso, transformou-se numa cave, ladeado na parte superior por uma dupla caixa de ar, onde se fazem as circulações. Este corpo, dividido em 4 partes: loja, sala de prova de vinhos e laboratório, zonas técnicas (nas exteremidades do piso inferior) e grande sala de barricas (com pé direito duplo), é construído por uma parede dupla de tijolo térmico rebocado e caiado pelo exterior e betão aparente no interior. A cobertura em betão é ventilada através do revestimento de grandes peças pré- fabricadas.
A ligação ao edifício de produção é feita por uma ponte, que permite a passagem inferior e exterior, para a zona de armazenamento e expedição de vinho.
Cliente: Ana Drago
Local: Coimbra, Portugal
Arquitectura e coordenação de obra: Luisa Bebiano e Diogo Rodrigues
Colaboração: Mário Carvalhal
Data: 2014
Fotografias: Hugo Santos Silva
Arquitectura Luisa Bebiano
Colaboração Pedro Canotilho, Mário Carvalhal e Diogo Rodrigues
Construção Civifran, Construções Lda.
Fotografias de obra Do Mal o Menos (João Foja + Eduardo nascimento)
Data 2012 (projecto) / 2013 (obra)
MOBILIÁRIO PARA APARTAMENTO
Desenho de mobiliário para sala de apartamento em Coimbra
Cliente: Miguel Cardina
Arquitectura: Luisa Bebiano
Colaboração: Mário Carvalhal
Construção: Civifran, Construções Lda.
Data: Junho/Julho 2013
IN | ESTÉTICA IN
Localização: Rua Jorge Anjinho, Lote 12, Loja 3, Coimbra
Edifícios da Adega e "Casa do Caseiro" para a Herdade da Torre de Palma
Especialidades: ECA, Eugénio e Cunha Associados
Localização: Terreiro da Erva, Coimbra
Data: 2008 (Projecto), Junho 2009 (Obra)
Arquitectura: Luisa Bebiano e Pedro Martins
Maqueta, madeira de mogno e casquinha maquinadas em cnc. Fotografia de Luisa Bebiano
Fase: Estudo Prévio
Gestão de Projecto: Caos Peculiar, Arquitectura e Gestão Lda.
Localização: Vagos, Portugal
Fase: Concurso Público, Estudo Prévio
Data: Junho 2008 (Projecto)
Gestão de Projecto: Caos Peculiar, Arquitectura e Gestão Lda.
Arquitectura: Luisa Bebiano
Fase: Estudo Preliminar
Data: Maio 2008 (Projecto)
Gestão de Projecto: Caos Peculiar, Arquitectura e Gestão Lda.
Arquitectura: Luisa Bebiano | Colaboração: Sofia Reis
Fase: Estudo Prévio
Data: Maio 2008 (Projecto)
Gestão de Projecto: Caos Peculiar, Arquitectura e Gestão Lda.
Arquitectura: Luisa Bebiano (autoria e coordenação) e Pedro Martins (co-coordenação) | Colaboração: Sofia Reis, Joana Pocinho
Fase: Estudo Prévio