CASA DA DEMOCRACIA: ENTRE ESPAÇO E PODER
Casa da Arquitectura, Matosinhos
De 17 de Fevereiro a 15 de Março de 2018
Curadoria: Susana Ventura
Fotografias: Paulo Catrica
Projecto expositivo: Luísa Bebiano
Design Gráfico: Pedro Nora
Fotografias da exposição: Ivo Tavares
Axonometria do suporte expositivo
A atual Assembleia da República, assento do Parlamento Português, foi cenário e palco de importantes movimentos sociais e regimes políticos que determinaram o nosso destino histórico: a Revolução Liberal de 1820, que dois anos depois deu origem à primeira Constituição Portuguesa; a abolição da Monarquia e consequente implantação da República em 1910; a ditadura do Estado Novo e o seu fim, após a Revolução de 25 de abril de 1974, com a desejada restauração da Democracia.
A história que o edifício acumula é igualmente inseparável da história da arquitetura portuguesa, remontando ao final do século XVI, aquando da fundação do Mosteiro de São Bento da Saúde, desenhado pelo Arquiteto Balthazar Álvares e considerado um dos mais relevantes exemplos do estilo chão devido à sua monumentalidade e marca territorial, o que terá, certamente, potenciado a sua posterior adaptação a Palácio das Cortes.
As histórias entrecruzam-se ao longo dos séculos, estimulando uma compreensão que não deve ater-se à sucessão dos acontecimentos para procurar pensar o próprio sentido do que é o espaço político no nosso presente. O sistema político condicionou, por diversas vezes, a arquitetura do edifício (incluindo a coreografia dos corpos e a iconografia) e do pedaço de cidade onde se insere, enquanto a arquitetura, por sua vez, contribuiu para a criação e afirmação de um centro de poder ou da cidade enquanto espaço de liberdade.
A peça que ocupa o espaço central da galeria, desenhada por Luísa Bebiano, é um espaço elíptico. Num dos lados, apresentam-se algumas das hipóteses sobre a relação entre espaço e poder, cruzando as linhas temporais em elipses virtuais, e, no outro lado, expõem-se as fotografias de Paulo Catrica dos vários espaços da Assembleia da República que muitas vezes permanecem ocultos, revelando-nos, simultaneamente, o edifício institucional e o espaço comum de trabalho e debate.
Susana Ventura in www.archdaily.com.br
A história que o edifício acumula é igualmente inseparável da história da arquitetura portuguesa, remontando ao final do século XVI, aquando da fundação do Mosteiro de São Bento da Saúde, desenhado pelo Arquiteto Balthazar Álvares e considerado um dos mais relevantes exemplos do estilo chão devido à sua monumentalidade e marca territorial, o que terá, certamente, potenciado a sua posterior adaptação a Palácio das Cortes.
As histórias entrecruzam-se ao longo dos séculos, estimulando uma compreensão que não deve ater-se à sucessão dos acontecimentos para procurar pensar o próprio sentido do que é o espaço político no nosso presente. O sistema político condicionou, por diversas vezes, a arquitetura do edifício (incluindo a coreografia dos corpos e a iconografia) e do pedaço de cidade onde se insere, enquanto a arquitetura, por sua vez, contribuiu para a criação e afirmação de um centro de poder ou da cidade enquanto espaço de liberdade.
A peça que ocupa o espaço central da galeria, desenhada por Luísa Bebiano, é um espaço elíptico. Num dos lados, apresentam-se algumas das hipóteses sobre a relação entre espaço e poder, cruzando as linhas temporais em elipses virtuais, e, no outro lado, expõem-se as fotografias de Paulo Catrica dos vários espaços da Assembleia da República que muitas vezes permanecem ocultos, revelando-nos, simultaneamente, o edifício institucional e o espaço comum de trabalho e debate.
Susana Ventura in www.archdaily.com.br
PNAM 2017
Exposição no Laboratório Chímico
Coimbra, Julho 2017
Fotografia retirada da Net
BIENAL DE CERVEIRA
EXPOSIÇÃO COLECTIVA
DOCOMOMO IBÉRICO
POSTER PARA O VIII DOCOMOMO IBÉRICO | MÁLAGA
Francisco Castro Rodrigues, Tradição e Modernidade em Angola
Novembro de 2013
Fotografia de Gonçalo Canto Moniz
EXPOSIÇÃO "A ARQUITECTURA IMAGINÁRIA"
Museu Nacional de Arte Antiga | Inauguração dia 1 de Dezembro às 18h
Projecto de João Mendes Ribeiro, Maqueta produzida por Luisa Bebiano
"João Mendes Ribeiro apresenta um caso arquitectónico singular, porque se trata de um projecto rigorosamente utópico que partiu do seu fascínio por um lugar, um canavial no Jardim Botânico de Coimbra. O canavial é um espaço recôndito com um tanque. O projecto, portanto, não parte de um programa, de um concurso ou de um convite, nem sequer é uma auto-proposta: é um exercício de arquitecturar um lugar, compreendê-lo e sobre ele actuar com as ferramentas da arquitectura. Num certo sentido, o modus operandi deste projecto é o da arte. Não é claro, por exemplo, se a sua concretização é a sua (improvável) edificação, a maqueta que corporaliza a ideia ou o gesto de produzir um projecto sem encomenda. Provavelmente as três componentes cruzam-se para produzir um pequeno e rigoroso monumento arquitectónico a um lugar."
Delfim Sardo, "A Arquitectura enquanto Ideia" in A Arquitectura Imaginária, Pintura, Escultura, Artes Decorativas
MOTEL COIMBRA
Museu Nacional de Arte Antiga | Inauguração dia 1 de Dezembro às 18h
Projecto de João Mendes Ribeiro, Maqueta produzida por Luisa Bebiano
"João Mendes Ribeiro apresenta um caso arquitectónico singular, porque se trata de um projecto rigorosamente utópico que partiu do seu fascínio por um lugar, um canavial no Jardim Botânico de Coimbra. O canavial é um espaço recôndito com um tanque. O projecto, portanto, não parte de um programa, de um concurso ou de um convite, nem sequer é uma auto-proposta: é um exercício de arquitecturar um lugar, compreendê-lo e sobre ele actuar com as ferramentas da arquitectura. Num certo sentido, o modus operandi deste projecto é o da arte. Não é claro, por exemplo, se a sua concretização é a sua (improvável) edificação, a maqueta que corporaliza a ideia ou o gesto de produzir um projecto sem encomenda. Provavelmente as três componentes cruzam-se para produzir um pequeno e rigoroso monumento arquitectónico a um lugar."
Delfim Sardo, "A Arquitectura enquanto Ideia" in A Arquitectura Imaginária, Pintura, Escultura, Artes Decorativas
Edição Museu Nacional de Arte Antiga e Imprensa Nacional, Casa da Moeda, Lisboa 2012
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa
Fotografias de Luisa Bebiano
Fotografias do Mal o Menos (João Foja + Eduardo Nascimento)
MOTEL COIMBRA
CAMPUS DE INVESTIGAÇÃO EM ARTE CONTEMPORÂNEA
Outubro-Dezembro de 2012
Outubro-Dezembro de 2012
Fotografia de António Olaio
Fotografias de António Olaio
Fotografias da maqueta
O CÍRCULO E O QUADRADO |
RITMO, EIXO E SIMETRIA | ARQUITECTURA E ANTON WEBERN
O ritmo está para o tempo assim como a simetria está para o espaço (1)
Os desenhos elementares do circulo e do quadrado podem reflectir a base de todas as geometrias, que são também a base da harmonia e proporção. Tal como na obra musical Quarteto de Cordas, Opus 28 de Anton Webern, através de um eixo central, o desenho ordenou-se e tornou-se proporcional no detalhe e no conjunto das suas partes.
(1) Santos, Mário Ferreira; Pitágoras e o Tema do Número
O ritmo está para o tempo assim como a simetria está para o espaço (1)
Os desenhos elementares do circulo e do quadrado podem reflectir a base de todas as geometrias, que são também a base da harmonia e proporção. Tal como na obra musical Quarteto de Cordas, Opus 28 de Anton Webern, através de um eixo central, o desenho ordenou-se e tornou-se proporcional no detalhe e no conjunto das suas partes.
(1) Santos, Mário Ferreira; Pitágoras e o Tema do Número
INSTALAÇÃO DE BANCO E MESAS COM LUZ
Luisa Bebiano e João Mendes Ribeiro
Julho de 2012
Julho de 2012
Desenhos técnicos - Planta geral e corte parcial do banco
Banco em construção - Fotografia de Luisa Bebiano
Fotografias de João Mendes Ribeiro
CAVA VIDA
Exposição inserida nas XIV Jornadas de Cultura Popular organizadas pelo GEFAC
Coimbra | Casa das Caldeiras | 2 a 16 de Junho de 2012
Desenho expositivo Pedro Canotilho, Luisa Bebiano, Ivo Lapa (Apoio gráfico) | Colaboração Diogo Rodrigues
Montagem e
edição de imagem e vídeo Mário Carvalhal e Tiago Roldão
Edição sonora Paulo Yoshida
Recolhas e preparação
do projecto Amanda Guapo, Ana Costa, Catarina Alves, Gonçalo Leonardo, Henrique
Patrício,
Inês Silva, Mário Carvalhal, Mónica Videira, Pedro Canotilho, Sílvia
Franklim, Vera Felício
Produção e montagem GEFAC, 2012
Podemos definir o corpo da exposição em dois espaços. No primeiro, o visitante e confrontado com um amplo estrado de metal, material frio e sepulcral, onde se inscrevem frases que registam escritos nas lapides de alguns cemitérios onde decorreram as recolhas. O visitante e levado a passear sobre este estrado de descoberta solene. De cinco caixas dispostas ao longo deste percurso, ecoam algumas frases soltas proferidas pelos coveiros, introduzindo os cinco temas centrais abordados nas entrevistas, convidando-o a descobrir uma nova dimensão desta nobre profissão e, simultaneamente, direccionando um pensamento mais profundo sobre uma actividade que provem da nossa própria finitude.
No segundo espaço, pretende-se apresentar, de um modo mais directo, os conteúdos áudio-visuais recolhidos. Um conjunto de caixas abertas, de varias alturas, dispostas verticalmente e distribuídas num esquema concêntrico, sugerem subtilmente um espaço tumular, de culto ancestral, que o visitante pode percorrer. São também estas caixas que servem de suporte aos televisores, criando um ambiente visual em fotogramas e sons, onde os coveiros ganham corpo, cara, voz, personificando o tema central desta exposição.
Nas faces laterais das caixas, despojados do peso incógnito da sua profissão, surgem os nomes dos entrevistados. No interior das caixas, sobre fundo negro, inscreve-se o nome da localidade, gesto simbólico que informa o visitante dos sítios das recolhas, mas que traça igualmente um mapa de experiências e saberes.
No corredor, frases de poetas relacionam o tema, unindo os dois ambientes da exposição.
THE CITY SPECTACLE
Concurso Internacional, Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012
Instalação concurso de ideias Performance Architecture
Luisa Bebiano, Pedro Canotilho, Catarina Leal, Nuno Camarneiro (guião)
Ilustração
CONCEPT:
In a “society of the spectacle”, where the consumer can also be
consumed, beneath this installation lies the concept of inverting the
notion of “showroom”, but also that of improbable spaces and the idea of
voyeurism. The familiar MUPI, this ubiquitous and globalized urban
object, symbolically stands for the idea that it is possible to
intervene in any urban scenario under the excuse of promoting a new
product. In our case, fortunately, intervening to promote an idea. This
advertising object then becomes the TV set broadcasting real-time
images. The subject watches the city from a privileged place where he
notices people’s steps, buildings’ colours, cars passing by, all the
extras, everything that is going on. In these inhabited screens, lighted
up and transparent, the movie never ends. By consciously appropriating
this new artistic object, the “MUPI/ TV-SET”, the subject finds him or
herself uncannily inhabiting an improbable place. The viewer is
therefore driven to a fictional narrative through which he or she must
make his or her own unconscious construction of the urban space, one
where space-time notions are discussed in the relationship between the
dweller and the city as performance stage.
Our
conversations turning corners, from your place heading everywhere.
I cannot go anywhere and not hear you.
Your warm fingers here beneath
mine.
That house. Do you remember?
I do. (...)
ESPAÇOS [DES]HABITADOS
Uma casa em Guimarães
Uma casa em Guimarães
Instalação sonora para concurso de ideias Paisagem Criativa, Espaços
Pop Up,
Guimarães Capital
Europeia da Cultura 2012
Projecto seleccionado finalista
Catarina Bota Leal, Luísa Bebiano Correia e Pedro Canotilho

A ruína
Foi quase imediata a escolha do local para albergar este projecto: um edifício urbano devoluto em estado de ruína, de traço anónimo, diluido na malha consolidada do centro histórico da cidade de Guimarães.
O seu estado de ruína reveste o local de um forte valor simbólico, remetendo para a ideia de espaço indefinido mas, simultaneamente, de ruptura com o cenário urbano. Por outro lado, por já não desempenhar nenhuma função primordial, este edifício permite explorar o tema da apropriação artística, transformando-o temporariamente em algo vivido, invertendo o seu primeiro significado. Deste modo, pretende-se que, ao estabelecer uma relação directa entre o interior do edifício e o espaço público envolvente, se possibilite a sua apropriação por parte dos habitantes. Esta diluição da oposição entre público e privado, permitirá pela acção consciente dos seus utilizadores e através da interacção com o objecto artístico, potenciar a ideia de construção social do espaço urbano.
O seu estado de ruína reveste o local de um forte valor simbólico, remetendo para a ideia de espaço indefinido mas, simultaneamente, de ruptura com o cenário urbano. Por outro lado, por já não desempenhar nenhuma função primordial, este edifício permite explorar o tema da apropriação artística, transformando-o temporariamente em algo vivido, invertendo o seu primeiro significado. Deste modo, pretende-se que, ao estabelecer uma relação directa entre o interior do edifício e o espaço público envolvente, se possibilite a sua apropriação por parte dos habitantes. Esta diluição da oposição entre público e privado, permitirá pela acção consciente dos seus utilizadores e através da interacção com o objecto artístico, potenciar a ideia de construção social do espaço urbano.
A instalação sonora como acção interveniente do espaço público
Transformando, ainda que temporalmente, os elementos do cenário urbano, assumindo a possibilidade de comunicar algo mais e aludindo a uma consciência colectiva, pretendemos criar uma dinâmica de performance urbana, numa manifestação transversal a todas as artes. Absorvendo o sujeito num diálogo directo com a rua e com o espaço apropriado da ruína, onde se torna ténue a fronteira entre interior/exterior, público/privado, indivíduo/colectivo, tradição/modernidade, global/particular, através de sons gravados e reproduzidos estrategicamente no espaço devoluto, criamos um imaginário da cultura do espaço doméstico.
A criação dos espaços domésticos dentro da ruína, é feita de forma imaterial, através do desenho de som e da sua espacialização, detalhadamente estudada para este receptáculo, criando uma narrativa em constante mutação.
A criação dos espaços domésticos dentro da ruína, é feita de forma imaterial, através do desenho de som e da sua espacialização, detalhadamente estudada para este receptáculo, criando uma narrativa em constante mutação.
O conceito
A re-criação da tradição através da memória e do imaginário do espaço doméstico
A partir do momento em que assistimos às transformações nas estruturas familiares, as diversas formas de habitar, o uso e a apropriação do espaço modificaram-se. Assim, modificaram-se também as afinidades, os modos de vida e, como consequência, a forma como o indivíduo constrói condições de habitabilidade, modificando por sua vez a sua noção de existência, identidade individual e social. Partindo desta ideia que, o sujeito e o objecto habitado fazem parte de um sistema dialéctico de acção e de representação do mundo, queremos que este espaço se torne num espaço também de apropriação simbólica, no qual tentaremos materializar uma consciência do que é habitar e dos significados transpostos por cada indivíduo sobre a casa e sobre o meio que a envolve. Assim, é através da relação que o indivíduo estabelece com o espaço e o objecto da instalação e a forma como este é apropriado, que é induzido este jogo constante de binómios de oposição: casa/rua, público/privado, indivíduo/colectivo, novo/antigo, familiar/estranho.
A ruina corporiza, assim, um lugar construído de memórias onde os utilizadores são estimulados, através da percepção auditiva dos sons criados, a construir o seu próprio espaço relacional com a sua ideia de casa, das suas experiências passadas ou do seu imaginário individual ou colectivo. Assim, tal como fez Giacometti, através das suas recolhas da “imagem da pessoa gravada”, procuramos incluir no nosso ambiente sonoro o lado poético dos lugares e das gentes deste bairro de Guimarães, no que é uma busca consciente e assumida de valorização do património imaterial e da identidade idiossincrática dos habitantes do centro histórico e que apela, ao mesmo tempo, à dimensão da memória e do imaginário individual e colectivo. Queremos, que potencialidade regenerativa deste espaço passe pela relação da cultura e da arte com a cidade, tornando-a ingrediente da identidade cultural.
A ruina corporiza, assim, um lugar construído de memórias onde os utilizadores são estimulados, através da percepção auditiva dos sons criados, a construir o seu próprio espaço relacional com a sua ideia de casa, das suas experiências passadas ou do seu imaginário individual ou colectivo. Assim, tal como fez Giacometti, através das suas recolhas da “imagem da pessoa gravada”, procuramos incluir no nosso ambiente sonoro o lado poético dos lugares e das gentes deste bairro de Guimarães, no que é uma busca consciente e assumida de valorização do património imaterial e da identidade idiossincrática dos habitantes do centro histórico e que apela, ao mesmo tempo, à dimensão da memória e do imaginário individual e colectivo. Queremos, que potencialidade regenerativa deste espaço passe pela relação da cultura e da arte com a cidade, tornando-a ingrediente da identidade cultural.

puede ser de mil maneras
pero sólo de una.
Su lugar entre la percepción
y la libertad.
Su camino por identificar
su motivo, necessidad.
Su fin diverso.
Al alba conocí mi obra
puede ser de mil maneras
y sólo de una.
Desde la libertad hasta
la percepción
Fue mi camino.
Eduardo Chillida
A forma
Ponto, linha, plano e o som enquanto gerador de espaços
Ponto, linha, plano e o som enquanto gerador de espaços
O objecto da instalação configura-se em dois níveis distintos: ao nível do espaço visual e ao nível do espaço sonoro. O espaço visual é constituído pela própria ruína do edifício (alçado frontal e de tardoz, e empenas laterais dos edifícios confinantes) bem como pela marcação do piso térreo, e pela inclusão de uma plano horizontal superior (que contrapõe a verticalidade do conjunto edificado) definido pela marcação linear dos cabos de aço. Estes cabos de aço constituem, igualmente, o meio de suporte dos dispositivos sonoros, os quais estarão suspensos, e estrategicamente dispostos de acordo com um desenho sonoro. Pretende-se ,também, que esta disposição espacial possa sugerir uma possível distribuição formal de um espaço doméstico A componente transformativa do espaço visual e performativo é introduzido por um sistema de iluminação difusa (que só funcionará em período nocturno) que se localiza na parte anterior da ruína ,de modo a definir as silhuetas da edificação, não a iluminando inteiramente. O espaço sonoro é criado através da reprodução de “sets” gravados, que mediante a localização dos dispositivos sonoros, possibilitam distintas percepções espaciais (seja unidireccional, bidireccional ou tridimensional).
MUSIC BOX
Concurso Internacional MIA-AIM, Music in Architecture, architecture in music
Concurso Internacional MIA-AIM, Music in Architecture, architecture in music
Texas, Austin, 2011
Luisa Bebiano e Julieta Silva (música)
This sound installation, built with wood on a river, can be interpreted as a stationary space of architecture, a sculpture where the visitor drawn into it listens to music specially composed for the moment and its surrounding space.
The main idea of this transdisciplinary work is to transform a space into something abstract, a music box, a sound object, where its materiality enters into a complete fusion with the sounds produced within it.
The entry to this building is the first arch of the bridge: as an antechamber, it works as the music’s 1st part, where water is listened to in echo. That water is recorded and reproduced within the cylinder, recreating the soundscape into a factor of living, becoming part of the musical composition.

The music has a visual dimension through the graphical element of the music text, it was composed from the drawings of the surrounding space. The arch is the motif of this composition: it acoustically influences the sound produced below it and graphically influences the music text, being used as a melodic line. The bridge therefore is the melodic path that gathers disparate motifs inspired by water sounds.
The cylinder, hiding the surrounding visual space, now encompasses the music for the visitor to listen to what eyes cannot see.
The number 3 is a constant in this composition. The music is divided into 3 parts: 3 arches, ternary compass and 3 predominant chords: F minor, E major and B flat minor. The cylinder’s inner loop is made of 3 sound diffusers. For this reason, and relying on the representational system of dodecafonic music, 3 triangles were drawn from the music’s 3 perfect chords, major and minor. They are made of steel wires suspended on the vertical lines of the cylinder’s structure: the cylinder consists of 12 vertical lines, corresponding to the 12 notes of the chromatic scale, ending in a dome converging into a center, sound diffused vertically.
The volume of this object follows the classical laws of proportion through its first 4 numbers. Height corresponds to 2/3 of width, who in turn equals the length (circular section) and height of the dome, corresponding to ¼ of the total height. Two voids fill the cylinder with light and sound. The cut on the covering works as the main chandelier, where only the sky is to be seen. The cut on the floor, where one sees the river reflecting the sound of water, reverberating throughout the whole building.
Silence and emptiness are fundamental elements of this installation, for they are the ground of existence of the this space’s sound and matter. Or, on the contrary, absence of sound and absence of matter is what makes this building a special place.
Desenhos do objecto
FALEMOS DE 7 CASAS EM CASCAIS
Centro Cultural de Cascais, Novembro 2010 a Janeiro 2011
Coordenação de concepção e produção de conteúdos expositivos: Luisa Bebiano e Pedro Martins
Colaboração: Ivo Lapa, Hugo Santos Silva, Mafalda Moreira, Carina Carmo
Projecto expositivo: João Mendes Ribeiro
Design Gráfico: FBA
Curadoria: Ana Tostões
Núcleo de Cascais da Trienal
Internacional de Arquitectura 2010
Centro Cultural de Cascais, Novembro 2010 a Janeiro 2011
Coordenação de concepção e produção de conteúdos expositivos: Luisa Bebiano e Pedro Martins
Colaboração: Ivo Lapa, Hugo Santos Silva, Mafalda Moreira, Carina Carmo
Projecto expositivo: João Mendes Ribeiro
Design Gráfico: FBA
Curadoria: Ana Tostões
ARCO EM CHACOTA
Exposição “O Gabinete de Curiosidades de
Dominico Vandelli”
Museu Botânico da
Universidade de Coimbra, 2007
Exposição “O Gabinete de Curiosidades de
Dominico Vandelli”, inserida no projecto “Transnatural”, com João
Leonardo, Miguel Palma, Francisco Queirós, Rosa Carvalho, Gabriela Albergaria,
Alberto Carneiro, Miguel Branco, Pedro Medeiros, João Tabarra, André Cepeda e
Inês Moreira.
Exposição comissariada pelos apoios pontuais da Direcção Geral
das Artes sob curadoria de Paulo Bernashina;
Fotografia de Alexandre Pedro
Esta instalação foi moldada pela luz e pelo som. Pensada para ser construída em betão branco com um interior forrado de um material com uma forte absorção acústica, faz com que os sons produzidos pelos speakers se percebam como uma massa sonora e não como um conjunto de sons com variadas direcções.
CAIXA SILÊNCIO
I have
crazy little men talking inside my head
Março 2006
Março 2006
O som é na sua génesis criativo, é esse ser etéreo
que deseja converter-se em matéria para perpetuar-se.
Mas, não consegue porque a essência do som é imaterial, e ele provoca perplexidade, admiração e um profundo sentimento de humildade.
Mas, não consegue porque a essência do som é imaterial, e ele provoca perplexidade, admiração e um profundo sentimento de humildade.

É na fusão de sons numa composição electroacústica (tratada no espaço técnico) que o visitante sente a movimentação do som entrando ao mesmo tempo num jogo entre o exterior e o interior, pois tal como a matéria palpável, o som pode definir fronteiras.
A abertura superior foi desenhada de modo a moldar a luz no interior e a abertura por onde o visitante entra, foi desenhada de maneira a não expor demasiado o interior ao exterior. As aberturas laterais difundem o som pontualmente para o exterior ou, como antenas parabólicas, captam os sons exteriores para o interior.
Maqueta - Fotografias de Luisa Bebiano